ECS-9 Sistema de Ensino e Divisão de Trabalho
A divisão de trabalho numa nação obriga em primeiro lugar a separação entre trabalho industrial, comercial e agrícola e como consequência a separação entre a cidade e o campo e à oposição dos seus interesses.
Esta divisão do trabalho que implica todas estas contradições e repousa por sua vez sobre a divisão natural do trabalho na família e sobre a divisão da sociedade em famílias isoladas e opostas, implica simultaneamente a repartição do trabalho e dos produtos, distribuição desigual tanto em qualidade como em quantidade; dá portanto origem a propriedade, cuja primeira forma, o germe reside na família, onde a mulher e as crianças são escravas do homem. Com efeito, desde o momento em que o trabalho começa a ser repartido, cada indivíduo tem uma esfera de atividade exclusiva que lhe é imposta e da qual não pode sair; é caçador, pescador, professor, pastor ou crítico e não pode deixar de o ser se não quiser perder seus meios de subsistência.
A divisão manufatureira do trabalho opões-lhes as forças intelectuais do processo material de produção como propriedade de outrem e como poder que os domina.
A "ignorância" é a mãe da indústria e da superstição. O raciocínio e a imaginação estão sujeitos a erros; mas é independente de ambos um modo habitual de mover a mão ou o pé.
Um homem que despende toda a sua vida de algumas operações simples... não tem oportunidade de exercitar sua inteligência...
Para evitar a degeneração completa do povo em geral, oriunda da divisão de trabalho, recomenda A. Smith o ensino popular pelo Estado, embora em doses puramente homeopáticas.
Não se poderia imaginar melhor método de embrutecimento que o trabalho na fábrica, e se apesar de tudo os operários não só salvaram sua inteligência mas também a desenvolveram e aguçaram mais do que os outros, isso apenas foi possível pela revolta de sua sorte e contra a burguesia.
Portanto após esta breve síntese, podemos refletir:
Esta divisão do trabalho que implica todas estas contradições e repousa por sua vez sobre a divisão natural do trabalho na família e sobre a divisão da sociedade em famílias isoladas e opostas, implica simultaneamente a repartição do trabalho e dos produtos, distribuição desigual tanto em qualidade como em quantidade; dá portanto origem a propriedade, cuja primeira forma, o germe reside na família, onde a mulher e as crianças são escravas do homem. Com efeito, desde o momento em que o trabalho começa a ser repartido, cada indivíduo tem uma esfera de atividade exclusiva que lhe é imposta e da qual não pode sair; é caçador, pescador, professor, pastor ou crítico e não pode deixar de o ser se não quiser perder seus meios de subsistência.
A divisão manufatureira do trabalho opões-lhes as forças intelectuais do processo material de produção como propriedade de outrem e como poder que os domina.
A "ignorância" é a mãe da indústria e da superstição. O raciocínio e a imaginação estão sujeitos a erros; mas é independente de ambos um modo habitual de mover a mão ou o pé.
Um homem que despende toda a sua vida de algumas operações simples... não tem oportunidade de exercitar sua inteligência...
Para evitar a degeneração completa do povo em geral, oriunda da divisão de trabalho, recomenda A. Smith o ensino popular pelo Estado, embora em doses puramente homeopáticas.
Não se poderia imaginar melhor método de embrutecimento que o trabalho na fábrica, e se apesar de tudo os operários não só salvaram sua inteligência mas também a desenvolveram e aguçaram mais do que os outros, isso apenas foi possível pela revolta de sua sorte e contra a burguesia.
Portanto após esta breve síntese, podemos refletir:
A escola pública esta apta a valorizar os saberes dos alunos?
A escola do século XXI produz mão-de-obra ou seres pensantes?
A escola estimula o raciocínio lógico ou o embrutecimento?
A escola tem poder, ela usa seu poder para incluir ou excluir as classes populares?
A mulher é valorizada em nossa sociedade hoje? Por que a maioria dos professores são mulheres? Elas conquistaram seu espaço de trabalho na sociedade atual?
Por que numa mesma profissão dependendo do gênero o salário é diferente?
Adriana Marques - Grupo A


1 Comments:
At 8:04 AM,
Simone Gimenes said…
Oi Adriana, a tua síntese ficou muito boa e as tuas perguntas melhores ainda. fiquei apenas curiosa pq não respondeste as tuas próprias indagações... que tal exercitar a reflexão e a criticidade e buscar resposta para estas perguntas a partir das tuas vivências? seria um exercício muito interessate, não achas?
Simone Gimenes - tutora
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