Adri Pedagogia Ufrgs

Monday, December 18, 2006

ECS 11- Reflexões das Redes de Ensino

Trabalho em duas escolas públicas (uma na rede Estadual e a outra na rede Municipal) e percebo diferenças importantes nas duas redes. Na rede municipal temos um aparato que nos ajuda a construir conhecimento, o trabalho é mais coletivo, quando enfrentamos dificuldades com os alunos temos a quem recorrer. Contamos com: SOE,SSE,L.A, VICE-DREÇÃO, DIREÇÃO. Trabalhamos mais próximo a Comunidade Escolar e a família parece mais disposta a participar das decisões da Escola.
Na rede Estadual tudo é mais distante, quando enfrentamos dificuldades não temos muito o que fazer, os setores da escola (SOE,SSE,L.A) não existem ou não funcionam, há um grande número de alunos por turma muitas vezes em sala de aulas inadequadas para atender bem ao educando (salas pequenas, abafadas, prédios velhos).
Sem falar na parte pedagógica, enquanto no município temos facilidade de atualização em cursos, congressos, horas de estudos quinzenais e incentivo financeiro para atualizações no Estado nada disto acontece.
Acredito que as redes devem incentivar seus professores a se atualizar sempre e dando condições para isto, investindo nos educadores do ensino básico é que teremos uma Escola de melhor qualidade para todos.

Sunday, December 10, 2006

ECS-10 -SER PROFESSOR/SER PROFESSORA

Segundo Paulo Freire ensinar exige muito dos professores. Exige ética, estética, metodologia, pesquisa, bom senso, disponibilidade para o diálogo, saber escutar, convicção de que a mudança é possivel...
Para mim o que mais os professores precisam é respeitar os saberes dos alunos fazendo-os refletir sobre a comunidade em que estão vivendo, incluindo conteúdos que respeite os saberes vividos em sua família, na região que moram... Devemos discutir a realidade concreta partindo do que já sabemos para o conhecimento que deve ser aprimorado. Se nós professores conseguirmos fazer mais a relação da realidade concreta com o conhecimento culto, menos alunos estariam excluídos da escola."...O educador que escuta aprende a difícil lição de transformar o seu discurso, às vezes necessário, ao aluno, em uma fala com ele..."
"Há uma insistência, em nome da liberdade, da democracia, e da eficácia vem asfixiando a própria liberdade e por extensão, a criatividade e o gosto de aventura do espírito."
Falta as escolas se arriscarem mais, ouvir seus alunos, deixar os educandos escolherem os projetos a serem estudados, assim, com certeza atingiríamos uma parcela significativa das classes menos favorecidas.
www.paulofreire.org

Monday, December 04, 2006

ECS-9 Sistema de Ensino e Divisão de Trabalho

A divisão de trabalho numa nação obriga em primeiro lugar a separação entre trabalho industrial, comercial e agrícola e como consequência a separação entre a cidade e o campo e à oposição dos seus interesses.
Esta divisão do trabalho que implica todas estas contradições e repousa por sua vez sobre a divisão natural do trabalho na família e sobre a divisão da sociedade em famílias isoladas e opostas, implica simultaneamente a repartição do trabalho e dos produtos, distribuição desigual tanto em qualidade como em quantidade; dá portanto origem a propriedade, cuja primeira forma, o germe reside na família, onde a mulher e as crianças são escravas do homem. Com efeito, desde o momento em que o trabalho começa a ser repartido, cada indivíduo tem uma esfera de atividade exclusiva que lhe é imposta e da qual não pode sair; é caçador, pescador, professor, pastor ou crítico e não pode deixar de o ser se não quiser perder seus meios de subsistência.
A divisão manufatureira do trabalho opões-lhes as forças intelectuais do processo material de produção como propriedade de outrem e como poder que os domina.
A "ignorância" é a mãe da indústria e da superstição. O raciocínio e a imaginação estão sujeitos a erros; mas é independente de ambos um modo habitual de mover a mão ou o pé.
Um homem que despende toda a sua vida de algumas operações simples... não tem oportunidade de exercitar sua inteligência...
Para evitar a degeneração completa do povo em geral, oriunda da divisão de trabalho, recomenda A. Smith o ensino popular pelo Estado, embora em doses puramente homeopáticas.
Não se poderia imaginar melhor método de embrutecimento que o trabalho na fábrica, e se apesar de tudo os operários não só salvaram sua inteligência mas também a desenvolveram e aguçaram mais do que os outros, isso apenas foi possível pela revolta de sua sorte e contra a burguesia.
Portanto após esta breve síntese, podemos refletir:

A escola pública esta apta a valorizar os saberes dos alunos?
A escola do século XXI produz mão-de-obra ou seres pensantes?
A escola estimula o raciocínio lógico ou o embrutecimento?
A escola tem poder, ela usa seu poder para incluir ou excluir as classes populares?
A mulher é valorizada em nossa sociedade hoje? Por que a maioria dos professores são mulheres? Elas conquistaram seu espaço de trabalho na sociedade atual?
Por que numa mesma profissão dependendo do gênero o salário é diferente?
Adriana Marques - Grupo A

Monday, November 20, 2006

ECS-8 TRABALHO EM GRUPO



Comecei o curso com dificuldade principalmente em relação a ferramenta informática. Meu maior desafio ainda está sendo as TIC'S, pois estou me "alfabetizando" em relação ao computador.
A interdisciplina que mais gosto e tenho facilidade é a PPPC, porque estudamos os processos de aprendizagem (na perspectiva dos alunos e dos professores).
Sinceramente acredito que a atividade não atingiu os objetivos propostos, visto que ao invés de uma integração tornou-se uma obrigação entrar em vários blogs, procurando imagens iguais.Tenho pouco tempo para executar e postar as atividades principalmente neste período em que estamos todos envolvidos com fechamento de notas, pareceres, recuperações. Trabalho 40 horas, além de desenvolver atividade paralela (Projeto Música-Ação-Inclusão) onde sou regente de um coro com aproximadamente 30 crianças e tivemos várias apresentações neste mês. Confesso que não pude apreciar os vários blogs que visitei devido a angústia de achar logo as figuras iguais e poder partir para outras atividades das intedisciplinas que também precisavam serem postadas.
Acredito que esta atividade poderia ter sido melhor aproveitada se fosse proposta logo após nós termos criado nossos blogs pois seria uma novidade e teríamos oportunidade de melhor desenvolve-la, conhencendo nossas colegas de curso e trocando idéias.

Minhas colegas de grupo são:
Adriana Pessoa-Sapiranga
Maria do Carmo-Três Cachoeiras
Adriana Fraga- Alvorada
Luciene Dutra-São Leopoldo
Sandra Bartikoski-Alvorada
Jucimara Scheffer-Três Cachoeiras
Ana Parker-São Leopoldo

Saturday, November 18, 2006

CONSTRUÇÃO DE CONCEPÇÕES DE HUMANO MUNDO-EDUCAÇÃO: A PERSPECTIVA MARXISTA


ECS- 7 MARX E ENGELS

Karl Marx, filósofo, grande educador e guia do proletariado mundial, inspirador e organizador da Internacional (“Associação Internacional dos Trabalhadores”).
As medidas de expulsão de que foi objeto Marx em numerosas ocasiões por parte dos governantes reacionários, a miséria de que padeceu toda sua vida e o apoio financeiro do amigo Engels, apenas atenuou parcialmente, a luta implacável que manteve contra as correntes não proletárias e anti-proletárias de toda espécie, o trabalho intenso que exigiam suas obras teóricas, tudo isto aniquilou a saúde de Marx. Karl foi o cérebro e o coração do proletariado, da classe mais progressista, chamada a realizar uma reviravolta na história da humanidade.
Friedrich Engels foi um filósofo que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo.
Quando estudante adere aos ideais de esquerda, que o leva a aproximar-se de Marx. Na juventude fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família.
Marx e Engels viveram em um tempo de tensões extremadas, de avanços e recuos políticos internacionais em que as condições de vida e trabalho eram muito difícieis, onde o trabalho era muito explorado e as condições de vida implacáveis.
Fiquei pensando porque ler Marx e Engels se há uma gama de autores que poderiam ter sidos sugeridos, cheguei a conclusão que eles falam em poder, conflitos, contradições e que as escolas estão cheias disto. E se pensarmos conflitos pelo lado positivo (o que não é muito fácil), poderemos refletir que após os conflitos, temos que buscar soluções, caminhos a seguir e a educação precisa buscar soluções, para a reprovação, evasão escolar, desinteresse que alguns alunos demonstram em relação aos conteúdos, achando caminhos com o coletivo do grupo para melhor atender o aluno, não excluí-lo da escola valorizando o seu saber, sua cultura...

Wednesday, November 15, 2006

Arte e Educação


A partir da palestra feita em Porto Alegre por Sara Pain (doutora em Filosofia), em maio de 1993, transcreveremos alguns trechos de suas falas levando em conta sua proposta de discussão sobre arte contemporânea e seu objetivo, que é para olhar e falar, para opinar, para que seja uma fonte de comentário.
“O sistema de transmissão de conhecimento e o sistema de criação artística se conjugam para que a objetividade e a subjetividade estejam em harmonia no sujeito.”
“ É importantíssimo introduzir a arte nas escolas, não como matéria secundária, como coisa que se pode fazer ou não, ou como divertimento, mas como uma disciplina que vá no sentido de devolver ao homem sua dignidade.”
Necessitamos resgatar no ser humano a sua dignidade, a grandeza de valores, o olhar sensível para o estético através das diversas formas de cultura, como a dança, o teatro, a música, o desenho, a pintura, etc. Para que tudo isso? Pois toda a produção cultural na escola tende a equilibrar a objetividade (o conhecimento) e a subjetividade (artístico).
A arte deve fazer parte dos projetos de trabalhos na escola, de forma intrínseca e não secundária, apenas como matéria.
A obra resume todo o acontecimento, condensa todo o sentimento que certamente necessitaria de muitas e muitas páginas para serem contados e que ainda, assim, não chegaria a essa perfeição.

Tuesday, November 14, 2006

Um Pensamento

Chegamos ao ponto em que temos de educar as pessoas naquilo que ninguém sabia ontem, e prepará-las para aquilo que ninguém sabia ainda, mas que alguns terão que saber amanhã.
Margaret Mead