Atividade 4
Em minha trajetória escolar sempre trabalhei com currículos prontos onde ao final de cada ano letivo tinha de ter cumprido o programa. Além disto não havia grande preocupação com as especificidades do aprender de cada aluno, sua historia de vida, suas habilidades, competências...
Iniciei no magistério aos 19 anos, sempre em escola pública e ao longo dos meus 17 anos de regência de classe sempre tive severas discordâncias com as profissionais sempre muito preocupadas em seguir a maneira mais fácil, ou seja, cumprir programas pré-estabelecidos onde até a avaliação era igual para 3 ou 4 turmas de realidades diferenciadas sem preocupação com alunos de histórias de vida, culturas e talentos diferentes.
Atualmente nas duas escolas públicas (uma Estadual e outra Municipal) onde sou docente desenvolvemos projetos. Na Escola Municipal Castro Alves, trabalhamos com habilidades e competências dos alunos e a escola se preocupa com a “consciência-mundo”, como diz Paulo Freire. Um exemplo desta cultura é que todos os alunos foram incentivados a trocarem suas armas de brinquedo por mudas de árvores frutíferas; outro momento interessantíssimo que aconteceu no turno em que trabalho foram que os alunos pintaram o muro da escola com motivos que promovessem e lembrassem a paz.
Na Escola Estadual Gov. Roberto Silveira, que trabalho no turno da tarde, a experiência com projetos está “engatinhando” e ainda falta dar maior abertura para participação da comunidade concluindo assim a pesquisa sócio-antropológica. Mesmo sabendo que falta melhorar os projetos propostos fico feliz em perceber que estou fugindo da pedagogia administrativa no momento em que proponho aos meus alunos atividades como o dia do arco íris, atividade esta desenvolvida durante a semana da criança onde trabalhamos talentos diferentes, através das cores e das pessoas. E para finalizar a semana da criança realizamos o Show de Talentos pois, como diz Paulo Freire “escola é lugar de talentos, de aprender e ser feliz”.
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